DIA DIOCESANO DA JUVENTUDE
Beja, 23-24 Março 2018
PROGRAMA
23 de Março
18h00 – 20h30 Acolhimento no Seminário (deixar carros, mochilas...)
21h00 Via Sacra, com início na Sé
“24 HORAS PARAO SENHOR”
CIDADE DE BEJA – 9 e 10 de
março 2018
24 horas de adoração eucarística e confissões
(Papa Francisco, VM 17) |
Sexta-feira, 9 de março
1. Beja, Igreja de Nossa Senhora do Monte Carmelo (18,00-9,00 h)
·
18,00 h: Eucaristia
·
19,00 h: Exposição do Santíssimo
Sacramento
·
21,00 h: Celebração penitencial
(jovens/adultos). P. Francisco Encarnação.
·
Adoração do Santíssimo:
19-21 h:
Legião de Maria
22,30-24 h: Jovens (Caminheiros da Fé, JOPAC, CNE,
CNC, Jovens Shemá; grupo
crisma). Organiza: P. Francisco Encarnação.
0-1 h: Renovamento Carismático Católico
1-2 h: Ordem Terceira do Carmo
2–3 h: Carmelitas Missionárias
3-5 h: Oblatas do Divino Coração
5-7 h: Irmãozinhos de S. Francisco de Assis
7-9 h: Comunidades neocatecumenais
|
Sábado, 10 de março
2. Beja, Igreja
do Carmo (9,00-14,00 h)
·
9,00 h: Exposição do Santíssimo
·
10,30 h: Celebração penitencial
(crianças da catequese)
|
3. Beja, Sé (14,00-18,30 h)
·
14,00 h:. Exposição do
Santíssimo
·
15,30 h: Celebração penitencial
(adolescentes e jovens)
·
18,30 h: Celebração eucarística (Presidida pelo Senhor Bispo)
|
SOMOS POVO de DEUS,
CORPO de CRISTO e TEMPLO do ESPÍRITO SANTO!
Tomamos como lema para este ano: Somos Povo de Deus, Corpo de Cristo e Templo do Espírito. Somos
Igreja Católica. Fomos batizados
em nome do Pai e do Filho, e do Espírito Santo, comunhão divina de amor de
onde brota a vida divina que a Igreja tem a missão de anunciar ao mundo.
Mergulhados neste mistério de Comunhão que é Deus, que é a Igreja, somos o
novo Povo de Deus, somos o Corpo de Cristo, somos o Templo do Espírito Santo,
e a nossa vida está dimensionada pelas três virtudes teologais: Fé, Esperança
e Caridade.
Assim, conscientes daquilo que somos e daquilo que
somos chamados a ser, com humildade e confiança no Senhor e apoiados na
intercessão de Nossa Senhora e de S. José nosso padroeiro, propomo-nos:
Objetivo principal
Entrar
mais profundamente no mistério da Igreja, conhecê-la por dentro, cultivar a
comunhão e praticar a sinodalidade a nível diocesano, paroquial e familiar.
Objetivos parciais:
1- Promover a receção da Constituição
Sinodal Diocesana;
2-
Cultivar no presbitério diocesano uma verdadeira comunhão enraizada na
humildade e na diaconia de Cristo;
3-
Cultivar a reconciliação, a solicitude mútua, a corresponsabilidade e a
comunhão entre os fiéis e praticar a sinodalidade na vida das paróquias.
Ações a nível diocesano:
1- Retomar a tradição do encontro de
confraternização do clero no dia 1 de maio, solenidade do padroeiro da
diocese;
2- Realizar alguns encontros do bispo
com os padres mais jovens;
3- Incentivar, sobretudo na cidade de
Beja, a participação do clero e dos fiéis na Liturgia da Catedral, sobretudo
quando presidida pelo bispo diocesano (1º domingo do Advento, noite e dia de
Natal, 4ª-feira de Cinzas, 1º domingo da Quaresma, domingo de Ramos, Missa
Crismal em 4ª-feira Santa, Tríduo Pascal, Vigília e dia de Pentecostes,
Solenidade do Corpo de Deus, Aniversário da Dedicação da Sé em 31 de maio,
Sagrado Coração de Jesus, titular da Catedral, e S. Sisenando, 24 de outubro).
4- No primeiro Domingo da Quaresma realizar-se-á na
Catedral o Rito de Eleição para
todos os catecúmenos adultos da Diocese que receberão os Sacramentos da
Iniciação Cristã na Páscoa desse ano.
A nível arciprestal:
1- Reformular as reuniões
arciprestais;
2- Promover peregrinações à Catedral
por arciprestados para cultivar nos fiéis a consciência da sua pertença à
Igreja diocesana;
3- Promover ações de formação no
Arciprestado e/ou motivar os fiéis para participarem, a nível diocesano ou
nacional, naquelas que lhes dizem respeito.
A nível paroquial:
1- Promover, sobretudo no tempo da
Quaresma, uma autêntica conversão ao Evangelho traduzida na reconciliação com
Deus e com os irmãos.
2- Recuperar a Eucaristia Dominical
como centro e fonte da vida cristã, e o Dia do Senhor como o primordial dia de festa da Comunidade
cristã:
3- Celebrar o Dia da Paróquia para fomentar o mútuo conhecimento dos diversos
carismas, o diálogo e a colaboração harmoniosa entre as pessoas, movimentos e
grupos que nela estão presentes e atuantes;
4- Ler e aprofundar em grupos, ao
longo do ano, os três primeiros capítulos da Constituição Sinodal e os
números 51 e 52, e 62-63;
5- Refletir com os jovens os
“Lineamenta” em ordem ao futuro Sínodo dos Bispos;
6- Incentivar a criação e o
funcionamento dos Conselhos Pastorais e dos Conselhos Económicos;
A nível familiar:
1-
Incentivar e acompanhar a constituição de famílias cristãs autênticas,
alicerçadas no amor de Cristo e na doutrina da Igreja;
2-
Implementar e fomentar o culto doméstico, a oração em família, a
transmissão da fé e a obediência à lei de Deus e aos preceitos do Evangelho;
3-
Cultivar a vivência do Domingo em família.
|
Mensagem à Diocese de
Beja
Caríssimos irmãos e irmãs, filhos e filhas no Senhor:
Como
foi noticiado, Sua Santidade o Papa Francisco aceitou o pedido de resignação
do Senhor D. António Vitalino, pelo que sou eu agora, por vontade de Deus, o
vosso pastor. Quero agradecer publicamente ao Santo Padre a confiança que
deposita na minha pessoa, ao colocar-me à vossa frente como bispo diocesano.
Agradeço
também ao Senhor D. António Vitalino que durante os dois últimos anos me foi
introduzindo na realidade desta diocese e me ensinou a exercer o ministério
episcopal. Desejo, do fundo do coração, que o Senhor o recompense por todo o
bem que me fez neste tempo, e, sobretudo, pela sua dedicação à diocese de
Beja ao longo de todo o seu pontificado.
Saúdo,
antes de mais, os sacerdotes e os diáconos, meus colaboradores mais próximos,
e os religiosos e religiosas que vivem e trabalham na diocese, enriquecendo-a
com a diversidade dos seus carismas. Dirijo também a minha saudação a todos e
a cada um dos católicos praticantes e não praticantes, às famílias, às
crianças, aos jovens, aos idosos, aos doentes e, sobretudo, às pessoas que
vivem sós e isoladas: desejo ser para todos vós a presença amiga do nosso Bom
Pastor, Jesus Cristo, que nos ama com o mesmo amor divino que recebe do Pai.
Saúdo
ainda as Autoridades Civis e Militares, as Forças de Segurança e as
Autoridades Académicas dos concelhos do Distrito de Beja e dos concelhos de
Santiago do Cacém, Sines e Grândola, do Distrito de Setúbal, que integram a
diocese de Beja. Porque servimos as mesmas populações, conto com a ajuda de
todos e a todos ofereço também a minha colaboração, dentro daquilo que é
normal esperar de um bispo da Igreja Católica.
Àqueles
que me perguntam quais são os meus projetos, apenas posso responder que venho
para edificar convosco a comunhão eclesial, a Igreja, por meio da
evangelização, da liturgia e da ação pastoral. Nesta hora de grandes
mudanças, todos sentimos a urgência de uma evangelização básica que, em vez
de procurar remendar o tecido eclesial quase desfeito que herdámos dos tempos
da cristandade, proporcione aquela renovação profunda preconizada e preparada
pelo Vaticano II, pela qual os últimos Papas têm pugnado, e que tanto nos tem
sido recomendada por eles.
A
única riqueza que vos trago e vos quero dar abundantemente é o Evangelho de
Jesus Cristo Filho de Deus e da Virgem Maria, desprezado e morto na Cruz,
ressuscitado e glorificado à direita do Pai para interceder por nós e nos dar
o Espírito Santo. Quando há dois anos cheguei a Beja desejei, e ainda agora
continuo a desejar, não ter no meio de vós outra sabedoria a não ser Jesus
Cristo, e Jesus Cristo crucificado. (1Cor2,2) Eu acredito no Evangelho e sei
que o futuro da humanidade está esboçado no Sermão da Montanha que o resume.
Como São Paulo, também eu quero afirmar perante vós neste momento, com a
firmeza de que sou capaz, que não me
envergonho do Evangelho (Rm 1,
16). Tenho experiência de que nele se manifesta o poder de Deus que conduz da fé para a fé (Rm 1, 17), de uma fé infantil, muito ao nível da religiosidade
natural, para aquela fé adulta que frutifica
pela caridade (Gal 5, 6), fé
que se cultiva e testemunha na comunhão da Igreja.
Quero
ser para todos um sinal vivo da esperança cristã, sobretudo para tantos de
vós que atravessais momentos difíceis porque estais desempregados, doentes ou
tendes desfeita a vossa vida familiar e sofreis a solidão e carências de
ordem material e espiritual, e peço a Deus a graça de ser manifestador da Sua
misericórdia para quantos habitam e trabalham no Baixo Alentejo e no Alentejo
Litoral.
Vamos
dar continuidade ao trabalho do Senhor D. António Vitalino, procurando
traduzir na vida da diocese as proposições do Sínodo Diocesano recentemente
celebrado. Vamos também preparar-nos para comemorar festivamente em 2020, com
a ajuda do Senhor, os 250 anos da restauração da diocese. Quanto ao mais,
vamos trabalhar humildemente na consolidação dos fundamentos do edifício
eclesial que o Senhor quer levantar connosco para podermos enfrentar as
grandes tempestades que se desenham no horizonte deste século XXI.
Acredito
que não nos faltará a ajuda do Senhor, porque ao longo da minha vida sempre
experimentei e confirmei que Ele é fiel e acompanha, por meio do seu
Espírito, aqueles que envia.
Confio o meu ministério à frente desta
diocese a Nossa Senhora, de cujas aparições em Fátima vamos celebrar o
centenário, a São José, padroeiro da nossa diocese, a São João XXIII e a São
João Paulo II, que tomei como protetores no dia da minha ordenação episcopal,
e ao mártir pacense São Sisenando. Conto com a vossa colaboração e oração
para poder apascentar-vos com aquele amor e sabedoria que tornarão suave o
jugo que hoje é colocado sobre os meus ombros. Acreditai que é grande o lugar
que tendes no meu coração de pastor.
O
Senhor vos abençoe!
Beja,
3 de novembro de 2016
+ João Marcos
|