terça-feira, 25 de outubro de 2016

SOLENIDADE DE S. SISENANDO - DIA DO DIACONADO PERMANENTE EM BEJA


 

 

A cidade de Beja celebrou a Solenidade de S. Sisenando, seu Padroeiro Principal, na tarde do dia 24 de Outubro.

D. João Marcos, Bispo Coadjutor, convocou os Diáconos Permanentes e candidatos ao Diaconado para um encontro de reflexão, no Seminário, a partir das 15.00 horas, subordinado ao tema Diaconia e Serviço / Testemunho de S. Sisenando. Neste encontro, houve ocasião para a partilha da Palavra de Deus, a oração e formação.

Às 18.00 horas, na Sé Catedral, teve início a concelebração solene da Eucaristia, com o canto de Vésperas e a presidência de D. João Marcos.

Na Homilia, D. João Marcos referiu que, sabendo nós muito pouco acerca da vida deste jovem, sabemos o suficiente para nos concentramos no mais importante: Enquanto Diácono, colocou-se ao serviço da Igreja e foi mártir, dando o supremo testemunho da fé. Servir é uma das condições essenciais de todo o cristão.

Antes da Bênção final, D. João Marcos, junto do altar dedicado a este mártir, renovou a consagração da cidade de Beja a São Sisenando, seu Padroeiro. Deste modo, a Igreja confia à guarda e poderosa intercessão de S. Sisenando, junto de Deus, em geral, "as gentes, famílias e instituições", e particularmente, "a juventude que vive e estuda na nossa cidade, as vocações sacerdotais, diaconais, religiosas e missionárias surgidas na Diocese ou para a Diocese".






Jovem, Diácono e mártir

Nascido na nossa cidade no ano 828, bem perto da Igreja do Salvador, foi para Córdova estudar Teologia, onde foi ordenado Diácono e desempenhou com esmero a preparação e orientação do ofício divino, na fidelidade a Jesus Cristo e à Igreja. Perseguido por forças hostis à fé católica, depressa foi preso e condenado à morte, por degolação, com apenas vinte e três anos de idade, e o seu corpo atirado ao rio Guadalquivir, tendo vindo a ser sepultado na igreja matriz de Córdova. A 13 de fevereiro de 1598, o Papa Clemente VIII confirmou, por bula, o culto a este santo mártir, natural de Beja e, a 25 de Junho de 1600, foi trazida para a cidade de Beja uma sua relíquia que se venera na Igreja Catedral, onde está a sua imagem exposta ao culto em altar que lhe foi dedicado.

O testemunho do jovem Sisenando que aceitou partir para fazer a sua formação, o zelo no desempenho das responsabilidades que assumiu e a coragem para defender a fé até ao martírio atestam que podemos confiar nos jovens, assim os ajudemos a encontrar um projeto de vida exigente que vale a pena abraçar.

A reconversão pastoral da Igreja não acontecerá sem a renúncia radical aos nossos velhos hábitos e inclinações próprias de uma Igreja de cristandade e do profissionalismo, propiciador de algumas gratificações, e exigirá capacidade heroica para amar no conflito, porém com liberdade interior e coragem para semear um projeto de vida exigente com suficiente utopia para reconciliar os adolescentes e os jovens com Deus e com a Igreja.

Entretanto, como nas Vésperas da Solenidade, apetece-me continuar a cantar: «São Sisenando, mártir glorioso, no Reino Eterno, roga por teu povo».

 António Novais Pereira

 



 




terça-feira, 27 de setembro de 2016

DIA DIOCESANO - 24 de Setembro de 2016



No dia 24 de Outubro último, entre as 10.00 e as 17.30 horas, decorreu no Centro Pastoral (Seminário) de Beja o 34º Dia Diocesano, sob o lema “Com Maria, seremos Igreja viva” e a presidência do Bispo Diocesano, D. António Vitalino Dantas, tendo a seu lado a participação activa do seu Coadjutor, D. João Marcos. Este ano, a Assembleia Diocesana contou com a participação de cerca de trezentos elementos, provenientes e representantes de toda a Diocese. Para este encontro, para além do clero, religiosos e religiosas, foram convidados os fiéis mais activos nos diferentes sectores da vida pastoral e que, normalmente, dinamizam secretariados, serviços, movimentos e/ou associações de fiéis.
Após a Oração da Manhã (Laudes), a apresentação por Arciprestados, de uma forma viva, encenação a cargo da Fraternidade dos Irmãozinhos de S. Francisco de Assis (FISFA), foi ocasião para nos introduzir nos trabalhos a realizar, contando com a presença d’Aquela que, habitualmente saudamos com a bela expressão “Avé Maria”.
Os trabalhos foram coordenados pelo Padre António Novais Pereira, Presidente do Secretariado Diocesano da Coordenação e Animação Pastoral (SCAP) que começou por situar todos os participantes entre o Ano Pastoral findo e o Ano Pastoral 2016 – 2017, iniciado a um de Setembro. Segundo ele, o lema para a acção da Igreja na Diocese de Beja “Com Maria, seremos Igreja viva” deverá ser acolhido por todos como “uma opção fundamental que iluminará o programa pastoral dos diferentes organismos diocesanos”. “Embora o ano jubilar da misericórdia, na Diocese, encerre a 20 de Novembro próximo, e em Roma, a 20 de Novembro, a virtude da misericórdia continuará a iluminar o nosso viver cristão, como “meta a alcançar com empenho e sacrifício”, incentivada pela peregrinação (MV 14), disse. 
A misericórdia e as dimensões dos cristãos como “homens do caminho” e “discípulos missionários” foram as vertentes mais sublinhadas no início dos trabalhos, parecendo dar a entender que ainda pouco se avançou na tão falada, desejada e necessária “nova evangelização, “enquanto anúncio do evangelho e da novidade ousada que se aguarda da parte dos evangelizadores”, referiu. O Presidente do SCAP, a terminar, lançou uma pergunta à qual respondeu com algumas condições: “Seremos uma Igreja viva? Sim, se aprofundarmos a dimensão do crescimento da nossa fé, do seu verdadeiro alimento e… tudo com Maria!”.

PROGRAMA PASTORAL


Na apresentação do Programa Pastoral para 2016 / 2017, o Bispo Coadjutor, D. João Marcos deixou bem claro que, a iluminá-lo, estarão as celebrações do Centenário das Aparições de Nossa Senhora em Fátima. “A Virgem Maria é a figura e a imagem perfeita da Igreja, tem impacto e consequências na fé dos católicos portugueses, em geral, e particularmente, nos diocesanos de Beja”, referiu.
Do Programa Pastoral, salientamos, como grande objectivo, conhecer a Virgem Maria nos mistérios da sua vida, e neles, o mistério da Igreja e o desígnio de Deus a nosso respeito. Para a sua concretização, a necessidade de aprender a orar com Maria; edificar a Igreja, de olhos postos n’Ela, aprendendo a servir os irmãos; celebrar as festas e as memórias litúrgicas de Nossa Senhora, a edição de algumas catequeses e a proposta de textos do magistério sobre a Virgem Maria para reflexão em grupos. A este propósito, D. João Marcos apresentou sucintamente sete catequeses marianas, já editadas e que começaram a ser adquiridas pelos participantes no dia diocesano. Os Párocos, conforme as necessidades sentidas nas suas comunidades, poderão proceder à requisição dos respectivos exemplares, junto do Secretariado Diocesano da Coordenação e animação Pastoral.
Após um breve intervalo, seguiu-se uma hora de reflexão e partilha, em dez grupos, previamente constituídos.

PLENÁRIO


Da parte de tarde, durante uma hora, realizou-se o Plenário, ocasião para a partilha dos diferentes grupos, a partir de quatro questões: Em que se vê a importância de Nossa Senhora na vida de cada um? Que impacto e consequências tiveram as aparições de Nossa Senhora de Fátima para a fé dos católicos portugueses e, concretamente, dos diocesanos de Beja, ao longo destes 100 anos? Como deverão ser as nossas famílias, as Paróquias e as comunidades cristãs, para que nelas se vá percebendo a presença de Maria? Como iniciar as crianças e os jovens a uma verdadeira devoção a Nossa Senhora, nas famílias e paróquias? Conforme solicitado, e lutando contra o pouco tempo disponível, foi notável o esforço de síntese por parte dos respectivos secretários. O Presidente do SCAP recordou o que foi referido pelos grupos, após o que D. João Marcos sublinhou a importância de rezar em família e pediu aos participantes que “ajudem os Párocos na elaboração das estratégias para que o Programa Pastoral, localmente, se torne fecundo e dê frutos abundantes”.
A Assembleia Diocesana teve como momento culminante a celebração Eucarística, com início às 16.00 horas. Conforme foi salientado na introdução inicial, a Eucaristia é sinal e realiza a comunhão da Igreja e, particularmente, celebrada num Dia Diocesano, com a Presidência do Bispo: todo o povo de Deus, representado pelos fiéis em geral, pelos secretariados, serviços, movimentos, associações, religiosos e clero, reúne-se â volta da mesma mesa Eucarística, lugar privilegiado para ler e acolher a Palavra de Deus.
D. António Vitalino, Bispo de Beja, no final da Assembleia, e também da celebração da Eucarística, dirigiu a todos palavras vividas com os seus diocesanos, desde que entrou como Bispo de Beja, e de despedida, tendo manifestado a sua disponibilidade para, após a aceitação da sua resignação pelo Santo Padre, continuar a servir a Igreja, à qual a assembleia respondeu, de pé, com uma grande salva de palmas.


António Novais Pereira


quinta-feira, 22 de setembro de 2016

PROGRAMA PASTORAL DA DIOCESE DE BEJA PARA 2016/2017




Com Maria seremos Igreja viva
 

 1 - Sendo 2017 o Ano Centenário das Aparições de Nossa Senhora em Fátima, vamos centrar o nosso programa pastoral deste ano na pessoa da Virgem Maria. Sabendo que tudo o que se diz da Igreja em geral se diz do cristão em particular e da Virgem Nossa Senhora em especial, e de acordo com a proposta sinodal 4a) do ano 2015/2016 que preconiza: oferecer aos fiéis formação sistemática e adequada sobre o papel da Virgem Maria na história da salvação e promover a recitação do Rosário nas famílias e nas comunidades cristãs, teremos como grande objetivo:

 


Conhecer a Virgem Maria nos mistérios da sua vida, e neles, o mistério da Igreja e o desígnio de Deus a nosso respeito
aprendendo a orar com Maria, mestra de oração;
aprendendo a edificar a Igreja, de olhos postos n’Ela;
 aprendendo com Ela a servir os irmãos;
 
- Para isso, e tendo em conta a enorme atração que a Virgem Santíssima exerce também sobre a religiosidade natural pouco evangelizada de muitos não praticantes e afastados, vamos:

celebrar as festas e as memórias litúrgicas de Nossa Senhora sublinhando a sua dimensão eclesial, aproveitando as homilias, tríduos e novenas;
editar algumas catequeses e propor textos do magistério sobre a Virgem Maria para reflexão em grupos;
continuar a meditar e a difundir a mensagem de Nossa Senhora em Fátima e incentivar a oração do Rosário nas famílias e nas comunidades cristãs;
usar os textos do Lecionário para as Missas de Nossa Senhora, em Celebrações da Palavra.

2 – Decorrendo até ao dia 13 de novembro o Ano Jubilar da Misericórdia, dia em que se fará a clausura da Porta da Misericórdia em todas as catedrais do mundo, vamos dar seguimento aos dinamismos e peregrinações jubilares, nesta última etapa.
 
3 – Concluído o Sínodo diocesano, uma equipa elaborará durante este ano, a partir das propostas sinodais aprovadas, um Plano Pastoral Diocesano que depois será concretizado nos programas pastorais dos próximos anos.
 
4- As propostas deste Programa Pastoral devem ser concretizadas em cada arciprestado e em cada paróquia, segundo as próprias possibilidades e conveniências.

DIA DIOCESANO


 

A palavra dos bispos



Irmãos presbíteros e diáconos, consagrados e consagradas, todos vós fiéis leigos, irmãos e irmãs no Senhor:

A Graça e a Paz estejam convosco!

É de prever que este ano pastoral fique marcado pela mudança. De facto, atingindo em breve a idade de 75 anos e passando D. António Vitalino a bispo-emérito de Beja quando o Papa Francisco assim o entender, ficará como bispo diocesano o atual bispo coadjutor. Mudam os pastores, mas permanece o único Pastor. Parafraseando S. Paulo, nós não olhamos para os pastores visíveis mas para o Invisível: os visíveis são passageiros, ao passo que o Invisível é eterno: Jesus Cristo Nosso Senhor é o Pastor Eterno, o Bom e o Belo Pastor que vos apascenta, cheio de amor e de sabedoria, por meio dos pastores da Igreja. Muitas vezes, apesar deles, apesar de nós! Esta circunstância sugere que intensifiquemos a nossa oração por quem sai e por quem entra e, obviamente, também por quem está e continua!
 
Como vos foi prometido e como vereis adiante, o nosso Programa Pastoral para este ano não é um ramalhete de ideias e propósitos mas uma pessoa, a Virgem Maria, Mãe de Jesus e nossa Mãe. Neste ano centenário das suas aparições em Fátima queremos colocar-nos, de um modo todo especial, sob o seu olhar materno. É tempo de a vermos e conhecermos com um olhar novo. Convidamos-vos para isso a entrar na sua escola de vida para reaprendermos a escutar as suas poucas e densas palavras e os seus muitos e fecundos silêncios e percorrermos com ela o caminho do discipulado na obediência a Cristo e no serviço humilde aos irmãos. Para isso vos apresentaremos em breve um conjunto de sete catequeses que serão porta aberta e mesa posta para todos os que desejem entrar na intimidade da nossa Mãe do Céu e receber das suas mãos o alimento da sabedoria.

Até ao dia 13 de Novembro continuamos a celebrar o Ano Jubilar da Misericórdia. São muitas e grandes as graças que a Igreja nossa mãe nos oferece da parte do Senhor neste Ano Jubilar para crescermos como filhos de Deus e nos tornarmos, como Igreja, Sacramento de Salvação para o mundo. Aproveitemos este tempo favorável para continuarmos a praticar as Obras de Misericórdia corporais e espirituais e para recebermos a Indulgência Plenária entrando pela Porta da Misericórdia na nossa Catedral, observando as condições devidas para a obter!
 

Receberão neste ano a visita pastoral do bispo as paróquias do arciprestado de Santiago do Cacém. Esperamos vivamente que essas visitas sejam momentos de evangelização, de celebração e de crescimento para cada uma das comunidades paroquiais.

Em contraste com o ano passado, este será um ano mais calmo, mais paroquial, vivido em casa com a Mãe, tal como se diz do patriarca Jacob. Foi com a ajuda da sua mãe que ele conseguiu a bênção do pai e se tornou herdeiro das promessas feitas por Deus a Abraão e a Isaac. É na convivência com Maria que cresceremos, durante este ano, como comunidades vivas na fé, na esperança e na caridade, a fim de podermos testemunhar a alegria do evangelho a tantos homens e mulheres que foram batizados mas desconhecem a graça e a misericórdia do Senhor.

Com Maria seremos Igreja viva!

 

+ António Vitalino

+ João Marcos

 

 


CONVITE E HORÁRIO DO DIA DIOCESANO




No dia 24 de setembro, sábado, a diocese de Beja realiza o DIA DIOCESANO, nas instalações do Centro Pastoral de Beja/Seminário, para o qual todo o clero, os consagrados e consagradas, os colaboradores dos serviços diocesanos e das paróquias estão convidados, e para a Eucaristia de encerramento, às 16,00 horas, todos os cristãos.

A seguir publicamos os horários do Dia Diocesano.

 


09.30 h. – Acolhimento

 

10.00 h. – Oração da manhã

 

10.30 h. – Apresentação por Arciprestados

 

10.35 h. – Plano Pastoral para 2016/2017 (D. João Marcos, Bispo Coadjutor

 

11.20 h. – Intervalo

 

11.45 h. – Trabalho de Grupos

 

12.50 h. – Almoço partilhado

 

14.00 h. – Ensaio de cânticos para a Eucaristia

 

14.15 h. – Plenário do Trabalho de Grupos

 

15.15 h. – Secretariados, Serviços e Movimentos

 
 

16.00 h. – Eucaristia




 


 

 
 
 




 

terça-feira, 3 de novembro de 2015

5ª ASSEMBLEIA SINODAL DIOCESANA DE BEJA


A culminar a reflexão realizada nos grupos sinodais, durante o ano pastoral de 2014-2015, com base na afirmação de S. Paulo de que «Deus ama quem dá com alegria» (2 Cor 9, 7), reuniu-se no passado Sábado, dia 31 de Outubro, a 5ª Assembleia Sinodal Diocesana de Beja, no Centro Pastoral, entre as dez horas e as dezassete. 
Após a oração da manhã, presidida por D. João Marcos, Bispo Coadjutor, o Presidente da Assembleia, D. António Vitalino Dantas, Bispo Diocesano, deu início aos trabalhos, a todos saudando e fazendo votos de que o compromisso eclesial de muitos e o envolvimento pastoral das diferentes comunidades venha a frutificar abundantemente na vida da Igreja diocesana.
Seguidamente, o Presidente da Comissão Sinodal, Cónego António Domingos Pereira lembrou os pontos fundamentais do regulamento do sínodo, a ter em conta para um bom funcionamento e maior eficácia das Assembleias Sinodais: Presidência, assiduidade dos sinodais, coordenação das intervenções, respeitando a ordem do petição da palavra, tempo das intervenções, etc.
O Coordenador do Secretariado-geral do Sínodo, Padre António Novais, coordenou as intervenções dos sinodais, bem como a votação individual de cada proposta, no final da sua análise e pequenas alterações. Neste trabalho, foi fundamental a colaboração atenta dos outros elementos do secretariado presentes, dada a necessidade de proceder ao registo das respectivas votações, bem como de eventuais intervenções mais significativas ou a apresentação de outras propostas, por parte dos sinodais. Neste âmbito, é de registar alguma discussão que surgiu a propósito da proposta número dois, tendo mesmo surgido uma alternativa na sua redacção. Tendo sido colocada à votação, como alternativa à redacção inicial proposta pelo Secretariado-geral e Comissão Sinodal, a mesma foi rejeitada com uma diferença de cinco votos. Por isso, foi aprovado o texto inicialmente apresentado.



No final dos trabalhos e da celebração da Eucaristia, D. António Vitalino agradeceu a participação de todos quantos se disponibilizaram para participar nesta assembleia e apelou ao empenho e entusiasmo na continuidade da caminhada sinodal, quer nos diferentes grupos, por toda a diocese, quer por parte de todos quantos têm especial dever na dinamização, principalmente a Comissão Sinodal e Secretariado-geral.

PROPOSTAS APROVADAS

1. As comunidades cristãs, no seu cuidado com os pobres, tenham em conta a sua dignidade de pessoas e promovam a sua integração na própria comunidade e na sociedade. Para tal é necessário aprender a viver a misericórdia e praticar as obras corporais e espirituais.
2. As paróquias onde há «Lares paroquiais» e «Centros de dia» ou outras instituições de acolhimento em que é permitida a ação da Igreja elaborem um programa anual de ações adequadas, constituindo parte do seu plano pastoral, tendo em vista a evangelização, a oração, a preparação e a celebração dos Sacramentos. 
3. Em cada comunidade promova-se a atenção solícita de cada um ao próximo e faça-se o levantamento exaustivo dos carenciados, dos idosos, dos que vivem sós ou isolados e constitua-se um grupo específico de trabalho que lhes garanta os apoios necessários e possíveis, trabalhando em rede com outras instituições do meio e proporcionando-lhes o acesso aos dons de Deus.
4. Os ministros extraordinários da comunhão sejam motivados e devidamente preparados para exercerem bem o seu ministério de levar aos doentes a Palavra de Deus e a Comunhão Eucarística como prolongamento da celebração da comunidade.
5. Os presbíteros, os diáconos e outros agentes pastorais tenham o cuidado de manter as comunidades cristãs, à imagem das primeiras comunidades da Igreja, sensibilizadas e disponíveis para a partilha fraterna como forma de viver o espírito evangélico do cuidado dos pobres. 
6. Os ofertórios realizados em dias festivos, em que a comunidade se organiza para levar ao altar alguns géneros alimentares, sejam uma ocasião para sensibilizar as pessoas para a partilha e que os dons recolhidos se destinem aos pobres, no todo ou em parte. 
7. Por ocasião do Dia Mundial do Doente realize-se nas paróquias a celebração comunitária do Sacramento da Santa Unção na igreja paroquial com aqueles que podem deslocar-se, e motive-se a comunidade para visitar aqueles que não podem sair de casa.
8. Nas comunidades cristãs fomente-se a oração pelos doentes, pelos pobres, pelos que sofrem, pelos cristãos perseguidos e pelos atingidos por situações de calamidade, referindo-os com frequência na Oração Universal das celebrações.
9. Intensifique-se nas paróquias a oração pelas vocações de especial consagração e de serviço, cultive-se a adoração diante do Santíssimo Sacramento e, nas homílias e na pregação, ajudem-se os fiéis a viver conscientes a sua dignidade de filhos de Deus que receberam no batismo, de modo a poderem escutar e responder generosamente aos seus apelos.
10. As comunidades de vida consagrada na diocese organizem nas paróquias formas simples mas cativantes de apresentar o seu carisma e testemunho de vida. 

FINAL DO SÍNODO

Conforme calendarização Diocesana está marcada para o próximo dia 04 de Junho de 2016 a última Assembleia Sinodal Diocesana, Os frutos dos trabalhos sinodais realizados ao longo de toda a caminhada serão confiados à poderosa intercessão de Nossa Senhora de Fátima, aquando da realização da Peregrinação diocesana, em 25 e 26 de Junho,
Estando já marcada a Assembleia Diocesana, espera-se que as reflexões dos grupos sinodais, a realizar neste ano pastoral estejam concluídas até ao segundo domingo do tempo pascal e os sinodais, desde já, na sua agenda, reservem o dia 04 de Junho para a sua participação na Assembleia.


O Secretariado-geral

sábado, 26 de setembro de 2015

PLANO PASTORAL DA DIOCESE DE BEJA: 2015-2016

PLANO PASTORAL

INTRODUÇÃO
Com os olhos e o coração no rosto misericordioso de Jesus Cristo, revelador perfeito da misericórdia de Deus Pai, viveremos este ano pastoral como oportunidade para as nossas comunidades fortalecerem o seu testemunho de Jesus Cristo Ressuscitado e oferecerem a experiência do amor que consola, reconcilia, perdoa e revigora a esperança. Agradecidos pelo que recebemos e confiantes no Ressuscitado, assumimos a nossa responsabilidade face à missão da Igreja.

1. Acontecimentos marcantes

v      Jubileu Extraordinário da Misericórdia
v      Visitas Pastorais (Arciprestado de Odemira)
v      Sínodo dos Bispos sobre a Família (Outubro/2015)
v    Cinquentenário do encerramento do Vaticano II – Interroguemo-nos sobre o modo como anunciamos o Evangelho
v      Visita da Imagem Peregrina de Fátima (22 de Nov. a 06 de Dezembro)
v      Reabertura da Sé Catedral
v      Encerramento do Ano da Vida Consagrada (02 de Fevereiro de 2016)
v      “24 Horas para o Senhor”: (4 e 5 de Março de 2016) – Ocasião propícia para a celebração do sacramento da reconciliação
v      Jornada Diocesana da Juventude: 18 e 19 de Março de 2016
v      Fátima Jovem
v      Congresso Eucarístico Nacional: 10 a 12 de Junho de 2016 (Fátima)
v      Conclusão do Sínodo Diocesano (04 de Junho de 2016)
v    Peregrinação Diocesana a Fátima: (25 e 26 de Junho de 2016) “Estímulo à conversão” e “sinal peculiar no Ano Santo”, de que “a própria misericórdia é uma meta a alcançar que exige empenho e sacrifício”  (M.V. 14).

2. Propostas pastorais

1. Reconciliar e reconciliar-se, perdoar, mesmo aos inimigos e pedir perdão, viver a fé na caridade, cuja expressão máxima é a misericórdia, deve definir o âmbito e o método da vida e missão de todo o cristão e especialmente dos chamados a representar Cristo, Cabeça da Igreja.
É Missão prioritária da Igreja diocesana ser sinal e testemunho da misericórdia em todos os aspetos da sua vida pastoral. Por isso, de modo particular neste ano sinodal e do Jubileu da Misericórdia:

1.1. As comunidades cristãs sejam criativas em formas adequadas de estar próximas das "periferias existenciais" para lhes expressar vivencialmente a Misericórdia de Deus;

1.2. Comprometa-se cada comunidade cristã em programas de apoio a situações de famílias em crise ou dificuldades que perturbem a vida familiar;

1.3. Adote cada comunidade o modelo de Jesus na pedagogia da misericórdia. Para isso, sejam alargadas a todas as paróquias da diocese as catequeses sobre a misericórdia, dando a conhecer e a viver o modo como Jesus realizava a vontade misericordiosa do Pai;

1.4. Organize-se e preste-se todo o apoio às instituições e movimentos, existentes no perímetro de cada comunidade cristã, que põem em prática as obras de misericórdia (Misericórdias, IPSS, Sociedade de S. Vicente de Paulo, grupos sociocaritativos, etc.);

1.5. Intensifique-se o trabalho das missões populares e dos grupos missionários, dando sobretudo atenção às visitas porta a porta em particular aos doentes, aos que vivem só e aos mais pobres;
1.6. Olhe-se para além dos limites da diocese, partilhando com os pobres, em especial os mais necessitados material e espiritualmente;




2. O Santo Padre, na intervenção final da III Assembleia Extraordinária do Sínodo dos Bispos, dirigiu aos fiéis esta recomendação: "Agora temos mais um ano para amadurecer, com verdadeiro discernimento espiritual, as ideias propostas e encontrar soluções concretas para tantas dificuldades e inúmeros desafios que as famílias enfrentam; para fornecer respostas para os muitos desânimos que cercam e sufocam as famílias".
2.1. Promover um encontro de espiritualidade e informação com casais recasados.
2.2. Tendo em conta a existência de muitos fiéis que vivem a experiência da separação conjugal, encarregar dois presbíteros, com olhar pastoral, com a responsabilidade de:
- oferecer apoio aos fiéis que vivem a prova da separação, facilitando-lhes o acesso aos caminhos canónicos para a dissolução do matrimónio ou para a declaração de nulidade;
- favorecer a aceleração dos tempos para um eventual processo de nulidade;
- colaborar com os defensores estáveis do Tribunal eclesiástico.
3. Sendo o Sacramento da Reconciliação um meio privilegiado de usufruir a misericórdia de Deus:
3.1. Cultivar em todas as ocasiões de encontro a dimensão do perdão como forma de ir criando capacidade para perdoar e ser perdoado,
3.2. Programar catequeses que ajudem os fiéis a adquirir a consciência do pecado, a necessidade do perdão e a aprendizagem de como confessar-se;
3.3. Incrementar a celebração do Sacramento da Reconciliação por ocasião das grandes festas litúrgicas e devocionais em todas as comunidades;
3.4. Facilitar o acesso ao Sacramento da Reconciliação, colocando em lugar visível um horário fixo de atendimento nas paróquias de residência do pároco e incentivar, com frequência, os fiéis a aproximarem-se deste sacramento;
4. Estabelecer uma pastoral coordenada dos Estabelecimentos prisionais, criando um programa de iluminação sistemática com base na palavra de Deus, ocasiões de celebração penitencial quando possível, além da visita evangélica testemunhal.
5. Intensificar a criação de Grupos de ação socio caritativa nas paróquias com o objetivo de tornar efetiva a prática da caridade em todas as comunidades cristãs.
6. Aproveitar os encontros arciprestais para o estudo da Bula da Misericórdia e as incidências pastorais daí decorrentes



3. Subsídios para os encontros com os adultos
(Sugestões)

v      Textos do Sínodo (7 temas)
v      Bula de Proclamação do Jubileu Extraordinário da Misericórdia (MV)
v      Misericordiosos como o Pai (Lc.6,36-45)
v      Bom Samaritano (Lc.10,30-37)
v      Compaixão de Jesus pelas multidões (Mt 9,35- 38); cura dos doentes (Mt 14,13-14) e sacia o povo necessitado de alimento (Mt. 14,13-21; Mt 15,32-38).
v      Compaixão perante uma mãe em lágrimas (Lc 7, 11-15).
v      Experimentar a misericórdia para dela falar (Mc 5, 2-20) com novo entusiasmo. (MV. 12)
v      Parábolas da misericórdia: ovelha extraviada, dracma perdida, e o pai misericordioso (Lc 15, 1-32).
v      Perdão sem limites: (Mt 18,21-27)
v      A misericórdia como ideal de vida e critério de credibilidade para a nossa fé (Mt 5, 7): “A arquitrave que suporta a vida da Igreja é a misericórdia. Toda a sua ação pastoral deveria estar envolvida pela ternura com que se dirige aos crentes; no anúncio e testemunho que oferece ao mundo, nada pode ser desprovido de misericórdia. A credibilidade da Igreja passa pela estrada do amor misericordioso e compassivo”. (MV. 10. 12)
v      Parábola do juízo final: (Mt.25,31-46)
v      Viver o que Jesus anuncia: (Lc.4,16-21; cf. Is.61,1-11)
v      Redescobrir o rosto misericordioso do Pai – Tempo quaresmal - (Miq.7,18-20; Is. 58,6-14)
v      Obras de misericórdia corporais e espirituais: ocasião para acordar as consciências perante o drama da pobreza


Apresentado à Diocese em 26/09/2015




quarta-feira, 3 de junho de 2015

SÍNODO DIOCESANO

IGREJA DE BEJA
PROMOVE
ENCONTRO COM AS INSTITUIÇÕES DE SOLIDARIEDADE SOCIAL




Na tarde do dia 17 de Outubro de 2013, no Centro Pastoral de Beja, (Seminário) realizou-se um encontro com as Instituições de Solidariedade Social, no contexto do Sínodo que a Diocese de Beja está a realizar. Em resposta ao convite do Senhor Bispo às direcções das instituições e seus técnicos, participaram no encontro mais de cinquenta instituições sediadas na Diocese, perfazendo mais de duzentos participantes. 
Foram convidados, para ajudar na reflexão, o Dr. Manuel Lemos, Presidente da União das Misericórdias Portuguesas, o Professor Eugénio da Fonseca, Presidente da Caritas Portuguesa, bem como o Padre Lino Maia, Presidente da CNIS que, por motivos imprevistos, não pode participar.
Depois de uma palavra de agradecimento pela presença significativa das instituições e seus colaboradores, o Bispo da Diocese, D. António Vitalino, passou a palavra ao Presidente da Comissão Sinodal, Dr. António Domingos Pereira, que moderou o encontro. Na sua introdução, referiu que, desde que se delineou a estrutura do Sínodo, foi propósito da Comissão auscultar as pessoas e as instituições que, tal como a Igreja, se ocupam dos que precisam de qualquer tipo de ajuda. Com todos os que estão disponíveis para o diálogo sobre o trabalho no campo social, deseja a Igreja de Beja encontrar formas de melhor servir quem mais precisa. Em ordem ao debate e como orientação para o encontro lançou então as seguintes questões:
1. Que intervenção deve ser a da Igreja no campo social e em particular no interior das instituições de solidariedade social?
2. Como conjugar esforços para rentabilizar recursos, respeitando a identidade de cada instituição?
3. Qual o papel do voluntariado no interior destas instituições?
De seguida, o Dr. Manuel Lemos iniciou a sua intervenção fazendo uma breve resenha da história das Misericórdias em Portugal que, segundo ele, sobreviveram até à actualidade, graças à sua acção activa em favor da solidariedade. Fazendo eco do pensamento do Papa Bento XVI, referiu que a sua missão subsidiária com o Estado há-de estar sempre ligada ao princípio da solidariedade. Por outro lado, os próprios Estatutos das Misericórdias falam de compromissos, aos quais acresce o dever de olharmos para os novos desafios com uma nova fantasia ou seja, com uma imaginação criativa. 
A actual crise sem precedentes, desde que há Estado Social (finais do séc. XIX), exige que trabalhemos em colaboração conjunta e impregnados de rigor, eficiência e profissionalismo. Segundo o Dr. Manuel Lemos, a cooperação ou trabalho em conjunto é uma dos maiores desafios, como forma de rentabilizarmos os parcos recursos disponíveis, fazermos mais e melhor com menos dinheiro e prosseguirmos no cumprimento da nossa missão.
A reflexão teve continuidade com o Professor Eugénio da Fonseca, Presidente Nacional da Caritas Portuguesa, partindo do princípio de que, quando falamos de solidariedade com subsidiariedade não estamos perante ideias utópicas porque, segundo ele, acreditamos que é possível mudar as realidades. A própria Doutrina Social da Igreja dá o seu contributo na construção do bem comum, procurando iluminar as realidades com a luz do Evangelho. O crescimento económico é apenas uma parte do desenvolvimento humano, não podendo o homem ter preocupações somente de ordem material e qualquer politica de desenvolvimento tem que incluir a todos, não deixando a ninguém de fora.
Como grandes princípios orientadores a ter em conta nas Instituições Solidárias, O Professor Eugénio da Fonseca, com a clareza que lhe conhecemos, sublinhou o respeito pela dignidade humana, o bem comum, a transparência nos meios ao dispor e a vivência da solidariedade. Segundo ele, a defesa do bem comum implica pensar no futuro e, por isso, é imprescindível a racionalização dos recursos que temos como modo de não hipotecarmos o futuro dos filhos e manifestarmos que temos um grande respeito perante aqueles que nos hão-de suceder. Quanto à vivência da solidariedade, considera-a um dever de cidadania, já que o próximo ama-se tanto mais quanto mais se trabalha em favor do bem comum. A partilha de bens não pode ser a partilha das sobras ou a dádiva do que já não queremos ou não gostamos.
Como critérios a ter em conta sublinhou: a cooperação no desenvolvimento local, apoiada na necessária qualificação dos agentes que colaboram nas instituições, a participação activa na congregação de esforços e na procura de soluções, pôr em causa os próprios métodos, como forma de evitar o perigo dos actos formalizados, do funcionalismo, da burocratização e da tecnização excessiva, geradores de desumanização. 
Em jeito de desafios, o Presidente da Caritas Portuguesa referiu que a leitura atenta da realidade apela a respostas inovadoras, reinvenção de novas solidariedades ou novas opções de caridade. Citando o Papa Francisco, no início do seu Pontificado, terminou a sua intervenção aludindo à necessidade de sermos guardiães da vida, não deixando que os sinais de morte cresçam e manifestem a sua força, bem como o indispensável aprofundamento da identidade das nossas instituições, para que não nos desviemos nunca da razão da nossa existência.
Na parte final, tempo de diálogo entre a plateia e os convidados, muitas foram as preocupações manifestadas, das quais salientamos: o trabalho e a falta de tempo dos filhos, geradores de uma certa solidão e ausência da família experimentada nos Lares, e inclusive, na hora da própria morte, a alternativa que o voluntariado e a própria Igreja poderão proporcionar, a sustentabilidade das instituições, a qualidade e respeito perante as regras da sociedade, a capacidade de adaptação às novas e permanentes exigências, o profissionalismo como competência, que exige ter um grande coração para amar, o voluntariado com alegria, sem amadorismo e nada esperar em troca, etc.
A terminar, o Senhor Bispo agradeceu a todos os presentes terem aceite participar neste encontro e à sua organização, que nos permitiu aprender uns com os outros. Os assuntos abordados são extremamente actuais e devem ajudar a quantos têm responsabilidades acrescidas na gestão e normal funcionamento das Instituições de Solidariedade.

António Novais Pereira

3ª Assembleia Sinodal da Diocese de Beja


A Igreja que queremos ser




No dia 09 de Novembro de 2013, entre as nove horas e trinta minutos e as dezassete horas, no Centro Pastoral Diocesano, em Beja, realizou-se a 3ª Assembleia Sinodal da Diocese de Beja, sob o lema “A Igreja que queremos ser”.
A sua preparação, ao longo do Ano Pastoral anterior, foi marcada principalmente por muitas reuniões de reflexão nas Paróquias, grupos, serviços e movimentos, tendo como base um Guião centrado na Igreja que queremos ser, alicerçada em três pilares fundamentais: “A Igreja, mistério de Comunhão”, “A Igreja, Povo de Deus” e “Igreja, Estruturas de Comunhão e Corresponsabilidade”.
Toda a reflexão diocesana deu origem a um documento, síntese final, que esteve na base dos trabalhos desta Assembleia Diocesana. Tendo em conta os períodos da manhã e da tarde, podemos falar de uma média de cinquenta e nove participantes.
Após o acolhimento feito pelo Secretariado-geral do Sínodo, a Assembleia reuniu-se na Igreja do Seminário, para a Oração de Laudes, própria da Festa da Dedicação da Basílica de São João de Latrão, igreja-mãe de todas as Igrejas da cidade de Roma e do mundo, sinal de amor e de unidade da Igreja Católica. No final, foi aclamado (Aleluia) e escutado o Evangelho, findo o qual, o Evangeliário foi solenemente transportado, processionalmente, para a sala de trabalhos, enquanto os Sinodais cantavam “Crê em Jesus e serás salvo”.
A mesa Sinodal, presidida pelo Bispo Diocesano, D. António Vitalino Dantas, contou com mais dois membros: o presidente da Comissão Sinodal, Cónego António Domingos Pereira e o coordenador do Secretariado-geral do Sínodo, Padre António Novais Pereira.
O Presidente da Assembleia deu início aos trabalhos, saudando os presentes, após o que passou a palavra ao coordenador dos trabalhos, Cónego Domingos Pereira. Este, após uma breve introdução, pediu ao coordenador do Secretariado que, brevemente, apresentasse o processo percorrido na elaboração da síntese final, ou documento base enviado aos sinodais. O Padre António Novais referiu que, da leitura atenta dos textos enviados, procurou as doze palavras mais referidas nas sínteses, a saber: Igreja, comunidade, fé, formação, família, comunhão, leigos/fiéis, Eucaristia/Missa, missão, jovens, testemunho/testemunhar, oração. Com base nestas palavras, que considerou quererem transmitir o que mais está presente na “cabeça” ou nos principais colaboradores da diocese, foi elaborado um texto breve que, embora apresentando catorze pontos ou ideias fundamentais, considera elaborado à volta de dois pontos fundamentais: “Paróquia, comunidade das comunidades” e “corresponsabilidade e missão”. 
Seguidamente, o coordenador dos trabalhos pôs à consideração dos Sinodais a hipótese de, neste dia, e em grupos, se reflectir sobre o que está subjacente nos catorze pontos apresentados, a fim de, no futuro, virem a surgir propostas pastorais mais concretas e, possivelmente, em menor número. Posta à votação, esta proposta foi aceite, por larga maioria. Por isso, ainda antes da celebração Eucarística, procedeu-se à constituição dos grupos de trabalho que, depois do almoço se reuniram e reflectiram, conforme os assuntos que lhes foram atribuídos.
Entre as 15.00 e as 17.00 horas realizou-se o Plenário, durante o qual cada grupo pode expor o que reflectiu, tendo o Secretariado registado minuciosamente tudo quanto foi mencionado, em ordem a uma nova síntese e continuidade dos trabalhos.
A terminar, houve ainda tempo para uma breve partilha de experiências pastorais, após o que o coordenador e o Senhor Bispo, agradeceram a disponibilidade e presença dos participantes e deram por encerrados os trabalhos.

António Novais Pereira

4ª Assembleia Sinodal da Diocese de Beja



No sábado, dia 24 de janeiro corrente, entre as dez horas e trinta minutos e as dezassete horas e trinta minutos, no Centro Pastoral Diocesano, em Beja, realizou-se a 4ª Assembleia Sinodal da Diocese de Beja.
A sua preparação, desde o Ano Pastoral anterior, foi marcada principalmente por muitas reuniões de reflexão nas Paróquias, grupos, serviços e movimentos, tendo como base o 2º Guião de trabalho, intitulado “A Palavra que dá vida”. Contudo, na elaboração das propostas agora apresentadas, foram consideradas não apenas as sugestões do último ano pastoral mas também o documento síntese levado à Assembleia Sinodal de 09 de Novembro de 2013, centrado na “Igreja que queremos”.
Sob a presidência do Bispo coadjutor, D. João Marcos, durante a manhã, e do Bispo titular, D. António Vitalino, durante a tarde, a Assembleia realizou os seus trabalhos no Salão do Centro Pastoral (Seminário). Logo após a Oração de Laudes, própria da memória de S. Francisco de Sales, o presidente a Assembleia deu início aos trabalhos e passou a palavra ao Presidente da Comissão Sinodal, Cónego António Domingos Pereira que, sucintamente, recordou a caminhada Sinodal já realizada e expôs o método a seguir neste dia.
Por seu lado, o Padre António Novais, Presidente do Secretariado-geral, recordou as regras principais a respeitar nas “intervenções na Assembleia Sinodal”, constantes no artigo 12º do Regulamente e, durante o dia, coordenou as intervenções dos sinodais, bem como a votação individual de cada proposta, no final da sua análise e pequenas alterações. Neste trabalho, foi fundamental a colaboração atenta dos outros elementos do secretariado presentes, dada a necessidade de proceder ao registo das intervenções, bem como das respectivas votações. Este trabalho foi dificultado pela variação das presenças na sala de trabalhos. De referir que, no cumprimento do Regulamento, não foi permitida a abstenção nas votações mas antes o voto “sim” (assinalado com o braço no ar e apresentando um cartão com a cor verde), o voto “sim com reserva” (assinalado com o braço no ar e apresentando um cartão com a cor amarela) e o voto “não” (assinalado com o braço no ar e apresentando um cartão com a cor vermelha).
No final dos trabalhos e da celebração da Eucaristia, D. António Vitalino agradeceu a participação de todos quantos se disponibilizaram para participar nesta assembleia e apelou ao empenho e entusiasmo na continuidade da caminhada sinodal, quer nos diferentes grupos, por toda a diocese, quer por parte de todos quantos têm especial dever na dinamização, principalmente a Comissão Sinodal e Secretariado-geral.


ASSUNTOS TRATADOS


Para melhor entendermos as propostas agora levadas à Assembleia Sinodal convém referir que, de certo modo, elas resultam das muitas reuniões de reflexão que se realizaram nos diferentes grupos que se constituíram nas Paróquias, grupos, serviços e movimentos. No ano Pastoral de 2012/2013 os trabalhos tiveram como base um Guião centrado na Igreja que queremos ser, alicerçada em três pilares fundamentais: “A Igreja, mistério de Comunhão”, “A Igreja, Povo de Deus” e “Igreja, Estruturas de Comunhão e Corresponsabilidade”. No Ano Pastoral de 2013/2014, o 2º Guião, intitulado “A Palavra que dá vida”, focou principalmente a necessidade de escutar Jesus Cristo, Palavra do Pai, que nos envia em Missão como testemunhas, arautos, celebrantes e orantes.
A síntese das respostas que chegaram ao Secretariado, tanto no primeiro como no segundo anos, indicou algumas propostas para a renovação da Igreja na diocese. No documento agora aprovado,  encontramos uma grande riqueza, cuja diversidade merece uma leitura atenta, havendo aqui lugar para uma referência geral aos assuntos nele contidos: estruturas paroquiais ou interparoquiais,  estruturas e serviços diocesanos, movimentos e grupos apostólicos, a instituição paroquial e seus diferentes serviços (catequese, anúncio da Palavra, Eucaristia, celebração dos Sacramento,s, serviço da caridade, celebração do domingo), pastoral familiar, o clero, dimensão missisonária, iniciação cristã, o acolhimento, pastoral vocacional, pastoral da juventude, a oração, importância das novas tecnologias ao serviço da comunicação eclesial e da evangelização,calendarização/programação e avaliação pastoral.


António Novais Pereira